Fundação Instituto Fernando Henrique Cardoso

Vida e obra de FHC

Sociólogo, professor e pesquisador, escreveu sobre mudança social, desenvolvimento e democracia. Foi senador, ministro das Relações Exteriores e da Fazenda, e presidente da República.

Presidência

Sua Presidência foi marcada pela consolidação da estabilidade monetária, pela modernização da economia, por reformas nas contas e na gestão do setor público e pela democratização do acesso às políticas sociais, além do respeito às regras e aos ritos da democracia.

Apesar das várias crises externas que impactaram a economia brasileira, a inflação se manteve baixa, na casa de um dígito percentual anual, e assim continuou pelos anos seguintes.

As reformas, embora limitadas pela forte oposição no Congresso Nacional, promoveram a modernização da infra-estrutura econômica, com a abertura para investimentos privados – nacionais e estrangeiros – nos setores de telecomunicações, energia elétrica, petróleo, transportes e mineração.

As reformas da previdência social e da administração pública, a renegociação das dívidas de estados e municípios, a privatização e/ou restruturação dos bancos públicos e a adoção da Lei de Responsabilidade Fiscal redefiniram as bases da gestão do Estado e das contas públicas.

O acesso ao ensino fundamental, ao atendimento básico de saúde e à previdência social foi praticamente universalizado. Os pequenos agricultores tiveram acesso amplo à terra e ao crédito. A assistência aos idosos e portadores de deficiência foi ampliada. Uma rede de proteção social garantiu transferências de renda a mães e crianças abaixo da linha de pobreza e estimulou sua freqüência à escola e à rede básica de saúde.

Pela evolução positiva dos indicadores sociais do Brasil em seu período de governo, Fernando Henrique recebeu das Nações Unidas, em 2002, o prêmio “Mahbub ul Haq por Notável Contribuição ao Desenvolvimento Humano”.

Rotuladas de “neoliberais” e combatidas durante seu governo, suas políticas nas áreas econômica, social e institucional foram em linhas gerais mantidas pelo governo que o sucedeu. Eleito o presidente Lula, Fernando Henrique organizou a transição de modo a facilitar o acesso antecipado da nova administração às informações relevantes ao exercício do governo, fato até então inédito no país.